A demissão do Estado

A demissão do Estado

As medidas políticas tomadas nos anos 70, fizeram proliferar a divisão social assentada na política econômica neoliberal, que acentuou o surgimento de lugares de relegação. Tais redutos transformaram-se num emblema para os críticos do intervencionismo do Estado na aplicação de suas políticas públicas associando eficácia e modernidade à empresa privada.
Para o êxito deste modelo houve uma conjunção de forças afim: “ pensadores carentes de poder e poderosos carentes de pensamento”, como cita o próprio Pierre Bourdieu. São essas forças, ávidas em gerir o serviço público como se fossem empresas privadas que deturpam a imagem do serviço público em nome de uma produtividade efêmera e desqualificada do que chamam lógica de mercado.
Este modelo descaracterizador de corações e mentes, atinge fortemente os menos protegidos que são os jovens. Vítimas do “efeito dp destino” e suas verdades completas e absolutas.
A farsa empregada pelo neoliberalismo impossibilita comparar uma alocação financeira à atos de solidariedade. As medidas paliativas são meios de estabelecer uma reordenização, e com isto acalmar as transgressões em movimento permitindo o consumo como um prêmio, porém sem um devido acompanhamento “didático” sobre como usufluir destas transferências do econômico e cultural. O ciclo vicioso, repetitivo, proposto pelo Estado neoliberal, fere profundamente o direito a oportunidade. Os que vivem nas margens, nas periferias são ordenados a este modelo único de presente e futuro oferecido por esta estrutura aniquiladora de sonhos. Estes lugares ganham atenção esse caracterizam como principais desafios da luta política que, paradoxalmente, agem desfavoravelmente contra os setores críticos da sociedade.

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