A instituição do fracasso

A instituição do fracasso – A educação da ralé

A Educação em seu papel decisivo de tornar uma sociedade igualitária, comprometida com a cidadania, não surte efeito quando a desorganização familiar e a má-fé institucional determinam o fracasso escolar seguido do fracasso profissional.
O texto exemplifica dois casos para compararmos, o da família organizada e o da família desorganizada. Formadas por sujeitos de baixa renda, estes dois grupos familiares se distinguem pela a afeição ao mundo escolar que caracteriza fortemente a sua inserção no mercado capitalista como úteis e produtivos a sociedade. Porém, um outro fator irá determinar os passos a serem seguidos, quando a omissão estatal faz-se presente por meio do corpo do corpo docente. Professores incapacitados exercem com petulância o seu papel – alguns deles vítimas do próprio sistema no qual hoje são parte integrante – segregacionam consciente ou inconsciente aqueles que se ajustam às exigência e tem bom desempenho, e aqueles que não se ajustam e fracassam, ou seja, os que podem ser úteis futuramente à sociedade e aqueles que estão fadados ao fracasso e às posições desqualificadas e pouco úteis.
A má-fé institucional na rede pública, gira em torno de uma seletividade que naturaliza classes sociais como vítimas de sua constituição biológica e não como vítimas de uma processo de socialização específico, o que afeta em cheio a ralé, que nunca foi alvo de uma política pública destinada a reinventá-la como classe social integrante desta sociedade capitalista excludente. O fracasso da ralé, está numa proximidade constante com o processo histórico dado no Estado brasileiro e sua subdivisão de seres humanos capazes e incapazes, e assim continua com os “dignos”, os que habitam mais ao centro, e os “indignos” que permanecem nas periferias, marginais as políticas públicas.

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3 Comentários em “A instituição do fracasso”

  1. Diana Says:

    Passeando por alguns blogs, encontrei este com seu texto, bem escrito por sinal, mas gostaria de deixar aqui registrado algumas observações para sua reflexão.
    Nem todos os professores são imcapazes de exercer suas funções, mas que a desvalorização desses profissionais faz com que esses heróis (este é o termo correto para designar profissionais que precisam trabalhar até 3 turnos para sobreviver),se sintam desmotivados. Temos a plena convicção que para todos que acreditam na educação como mola prepulsora para uma sociedade justa e igualitária, não fazemos segregação do nosso alunado. Temos certeza que apesar dos baixos salários ainda fazemos dentro do nosso pequeno mundo (a sala de aula)a grande diferença.
    Só para finalizar gostaria de dizer que acho muito interessante esse bando de profissionais de difrentes áreas que se acham no direito de entender e falar de educação como se fossem profundos conhecedores do assunto,chegando ao ponto de nos chamar de petulantes, sem nunca terem dado aula, sem viver a realidade das periferias, das péssimas condiçõe de trabalho e dos riscos que corremos, principalmente quem trabalha com adolescentes.

  2. George Farias Says:

    Diana, veja neste mesmo blog( dois post antes), o exemplo de educadora que temos em nossas universidades privadas.

    Vendedora de AULAS!?

  3. Diana Says:

    George, li o texto e não fiquei nem um pouco surpresa, já que a instituição de ensino citada compõe um grupo de escolas que não prezam só pela qualidade, mas principalmente pelo lucro. Não estou afirmando que todos os professores são bem capacitados, reconheço que a falta de uma fomação de qualidade acaba por permitir que outros profissionais se considerem expert em didática ao ponto de se sentirem no direito de dizer como se deve dar aulas (não estou dizendo que é o criador do blog faz isso!!!), mas continuo achando que o autor do texto “A instituição do fracasso”, tem apenas uma visão parcial do problema da educação brasileira. Esse exemplo de “vendedora de aulas” é bem típico de escolas/universidades privadas, mas na rede pública a questão é mais complexa.
    Tenho certeza que esse assunto renderia um excelente tema para um seminário e/ou congresso em virtude da complexidade.


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