Arquivo para dezembro 2010

Ego

30 de dezembro de 2010

Um excelente artigo, Talvez esclareça as cabeças mais apaixonadas pelo “O Príncipe”.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4865593-EI8425,00-Pequeno+balanco.html

William Eloy

24 de dezembro de 2010

Natal

 

A cidade, garbosa, tece seus ardis de neon

Engabelando olhares incautos

Eu,

Eu quero a promessa dos sorrisos de outdoors

Um sapato caro.

O fluxo dos automóveis

Para onde os vão?

Tão apressados

Os homens.

E as calçadas

Tão cheia de pés,

De lixo

Procuro meu lugar

Por pequeno que seja

Estendo a minha mão

Oh, Cristo!

Sou um rei mendigo

Nada vos oferto

(Mas haverá de entender que é um muito!)

Vós, que como a fênix, ressurge calcinado em teus ossos

deus-menino,onde estás?

Na Manjedoura

junto aos animais?

Ou andas de braços abertos

acolhedor como um amigo

Preso em um crucifixo?

 

Qual tua estrela?

Tua senda?

Mas a cidade, garbosa, tece seus ardis de neon

E te anunciam as vitrines

E me confunde a cabeça…

 

Julian Assange – O Delator

22 de dezembro de 2010

Estarrecedor! Em mim reforça a tese de que os conflitos e dominações existentes no mundo são os meios para torna-se absoluto.

Rousseau

20 de dezembro de 2010

A pluralidade em Rousseau é nítida, não há contrastes evidentes em seu pensamento iluminista. Suas divagações percorrem firmemente campos como: a passagem do estado de natureza ao estado civil, momento em que o homem legitima a liberdade moral por meio da servidão representativa, pratica-se o exercício da soberania na seara da política com a problemática da escravidão e o surgimento da propriedade.

Em um momento de catarse, d purificação, o homem busca a redenção dentro do que Rousseau chama de estado civil ou estado de obediência legal. O Estado aparece como um órgão regulamentador de condutas diante do que intitulou de Contrato Social, nas quais, os assim chamados de “associados” abdicavam dos seus direitos em proveito da vida em grupo. Este modelo tem por finalidade reger um determinado grupo social através de um conjunto normativo, não uma parte ou retalhos da sociedade, mais o todo, a unidade, que por consenso fará deste anseio político/jurídico a lei máxima destinada a dar soberania ao Estado instituído.

A humanidade tornou-se impura com os avanços científicos e artísticos do homem, porém, estas duas incidências “maléficas” são as únicas capazes de, lentamente, impedir o avanço desta indomável capacidade criativa d organizar-se em aglomerados, que mais tarde ceifará, extinguirá a liberdade natural em vistas de uma liberdade civil. Como diz o próprio Rousseau:

“O homem nasce livre e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escrevo do que eles: como se deve esta transformação? Eu ignoro: o que poderá legitimá-la? Creio poder esta transformação”. (Livro I, capítulo I, Do Contrato Social)

A usurpação diária feita ao Soberano demonstra a vontade de um seleto grupo frente ao princípio da inviolabilidade. A unidade proposta por Rousseau na figura do Estado soberano, logo Poder do Povo, distancia-se cada vez mais do ideário tão decantado da soberania.

Nos dias atuais o modelo de representação sobrepõe a vontade da maioria. O vício corrói os ferros que sustentam os alicerces do Estado moderno, as normas que destinavam-se a todos conduzir, perdeu seu imperativo, sua força, em face dos interesses escusos que maculam e enojam a República. Entretanto, como lição rousseaunina, é com esta instituição que os homens buscarão reinventar-se, reorganizar-se, reaprender-se… como cita Milton Meira do Nascimento em sua apresentação: “A verdadeira filosofia é a virtude, esta ciência sublime das almas simples, cujos princípios estão gravados em todos os corações. Para se conhecer as suas leis basta voltar-se para si mesmo e ouvir a voz da consciência no silêncio das paixões”. A busca é permanente, e talvez utópica, mais uma significativa conquista será obtida quando a democracia, não a representativa, e sim participativa fizer ecoar as vozes abafadas da sociedade subterrânea.

Excepcional!!!

13 de dezembro de 2010

Fábula Ferida

(Augusto Jatobá)

Saquarema, siriema
Levantando o dilema
Ave-pássaro-cidade
Construindo problemas
Riso que me invade
De feliz sinto pena
Minha fábula ferida foi
Pelas feras da arena
Minha vaidade
Fora deste sistema
Só lá floram
Lírios doutro poema
E eu só de saudade e sede
Aqui pela cidade
Corro pelos quatro cantos
Canto felicidade
Tarde que me arde
Traga noite serena
Quando a madrugada tarda
Vem revogar nossas penas
Só uma verdade
Ameniza esse drama
Cara a cara quando a cura é divina
Abro a boca pelo mundo
Quero água
Saciar minha sede
Tenho mágoa
Peixe não fica na rede
Que rebenta
Tempo não tem mais idade
Resta um resto de esperança
Se desprendeu do ar
Rosto antigo de criança
Novamente que virá