William Eloy

Natal

 

A cidade, garbosa, tece seus ardis de neon

Engabelando olhares incautos

Eu,

Eu quero a promessa dos sorrisos de outdoors

Um sapato caro.

O fluxo dos automóveis

Para onde os vão?

Tão apressados

Os homens.

E as calçadas

Tão cheia de pés,

De lixo

Procuro meu lugar

Por pequeno que seja

Estendo a minha mão

Oh, Cristo!

Sou um rei mendigo

Nada vos oferto

(Mas haverá de entender que é um muito!)

Vós, que como a fênix, ressurge calcinado em teus ossos

deus-menino,onde estás?

Na Manjedoura

junto aos animais?

Ou andas de braços abertos

acolhedor como um amigo

Preso em um crucifixo?

 

Qual tua estrela?

Tua senda?

Mas a cidade, garbosa, tece seus ardis de neon

E te anunciam as vitrines

E me confunde a cabeça…

 

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