Uma tarde no pombal

O MOVIMENTO POMBO SUJO, toma conta dos bares-botecos-mercearias da capital potiguar, geograficamente na Zona Sul e mais especificamente os bairros de Capim Macio e Ponta Negra. A explosão criativa de tal grupo nos faz lembrar os grêmios de antigamente em que os seus componentes buscavam a satisfação pela Arte. Puramente pela Arte! É visível notar que as vertentes de maior interesse da agremiação no campo artístico são: a música, a literatura, a política e o futebol. Vocês estranharam o futebol? Sim, o futebol é considerado Arte, com letra maiúscula mesmo. Comparam a Arte dos pés com um balé. Um grande balé!, palavras de um dos componentes. E quem seria louco/a de contrariá-los?! kkkkkkk…

Não se assustem os senhores que poderão ler essa bula (quase raros leitores): se algum de Vocês, frequentam os bares da região acima anotada, bares que seguem o padrão, digamos, não convencional ao amplo setor da sociedade, que preocupa-se deveras com futilidades e rasas picuinhas. Se algum de vocês deparar-se com alguma dessas pragas pombalínea em seus mais variados acessos de déficit cognitivo, rezem 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e Um Glória. Não para eles, e sim pra você. Quem sabe, a intervenção divina socorrerá a sua alma e portanto a sua sensibilidade. Quem sabe a inculta flor que dormia no jardim da sua ignorância passará a regar-se do néctar desta bondade que Deus nos permitir Ser.

Uma tarde de sábado que passei acompanhado desses marginais, regada a uma quantidade homérica de cervejas e cigarros – eles fumam e bebem numa compulsividade estonteante – observei cenas quase celestiais de uns com os outros: Eles se agridem constantemente. Digo, agressão verbal em que a mínima e aceitável homenagem é direcionada à vossas genitoras. Continuando a trajetória, a aventura com os pombos. Já no início da noite eles me comunicaram que prefeririam ir a outro boteco, próximo da onde estávamos. Seguimos para este novo ambiente (novo para mim!), meus olhos lacrimejavam e ardiam, irritação causada pela fumaça dos cigarros ali consumidos. Minha sobriedade já não era aparente. Minhas finanças esvaía-se como água em ralo – Eles fazem questão da presença de nós mulheres, como dizem, a praça ganha cor. Porém, não são gentis em nos deixar fora da conta. ELES COBRAM MESMO!! kkkkk… Foi nesse momento, que vi algo que ultrapassa a barreira da normalidade. Uma Senhora com a graça de Ilza, divide, generosamente, o palco com uma dessas pestes. Não me contive, saquei do meu aparelho móvel de telefone e gravei a cenas abaixo. Hoje, revendo as imagens capturadas, fico a deleitar-me com o despreparo aliado a uma pretensão desses jovens senhores. Quanta cara de pau! kkkkkkkkkkkkkkk… Graças rapazes a tarde com Vocês foi uma das mais proveitosas que tive em toda minha Vida. Beijos afetuosos em cada um de Vocês. 

Ps.: A canção do vídeo interpretada por Dona Ilza é ‘Viagem” de Paulo César Pinheiro; e o poema recitado é de autoria de um outro Pombo, Marcos Firmino de Queiroz. 

Desireé Pelayo.

 

 

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