Arquivo de setembro 2015

X PÍLULA POÉTICA

22 de setembro de 2015

X PÍLULA POÉTICA

Finalmente chegamos à maioridade vídeo-pombalínea. Chegamos ao décimo vídeo. O que significa tal feito? Não significa nada além da capacidade de sonhar por alguns instantes, destes Senhores e Senhoras que fazem e representam o sodalício sinantrópico potiguar. É isso o que a poesia faz. Esse estado de graça e maravilhamento,  no qual comungamos em rara simbiose, o prazer de pertencer ao mundo por vezes hostil à condição humana.

Se os Amigos e Amigas escutarem atentamente o poema “ A Morte do Touro Mão de Pau” de Ariano Suassuna, recriado a partir do “Romance do Boi da Mão de Pau” do cantador e poeta potiguar Fabião das Queimadas, entenderão o motivo pelo qual exalto a verdadeira Arte Nacional.

Como o Touro, convoco todos vocês a não esquivar-se diante da desonra. Que pulemos dos íngremes lajedos, e urremos juntos um canto forte, melodioso e redentor. Deixemos os homens com seus cavalos, e fiquemos com nossas Vidas. Um forte e afetuoso abraço em Todos e Todas.

Taurus Caprus Catingueira.

IX PÍLULA POÉTICA

9 de setembro de 2015

E chegamos à nona “Pílula Poética”, nobres cavaleiros (é cavaleiro mesmo!) e aconchegantes Senhoras de peitos belos e macios. O movimento que distribui galhofas e socializa o riso na zona sul da capital potiguar, assegura que continua tão forte e criativo quanto à sua aparição inicial. O que, veementemente não acreditamos! E que, corajosamente não duvidamos! Esses marginais são dominados por uma violenta emoção artística.

Os afazeres domésticos, os ofícios e as cuidações, temperam o que aos fins de semana explode em espontaneidade e elegância. E quem discordará que esses jovens senhores não guardam uma peculiar elegância? kkkkkkk… O belo, como diz o meu Amigo José Augusto Costa Júnior, também poderá ser encontrado no grotesco. Mas me digam: por que dar ouvidos ao Júnior? Sua opinião é estéril e, por este motivo, é incapaz de fertilizar o germinante solo pombalíneo com suas (dele) agruras e tormentos unicelulares. Mesmo sendo ele, um sujeito admirado por sua verve artística, sua profundez intelectual e sua didática como docente. Kkkkkk…

Pois bem. O texto “declamado” ou “recitado” – confusão de significados apontada por Wendell Fernandes – é da autoria de uma caríssima jornalista e, para nossa fé e graça, também sinantrópica, Sheyla Azevedo. Obviamente, que o que tem a ser observado, é a qualidade do poema em prosa desse “documento” literário, que em seu inteiro teor, busca o não preenchimento artificial, superficial da Vida, produzido por uma sociedade ferozmente líquida, no dizer do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman. O que surpreende e indica o texto, é a liquidez inclusive das palavras, quando por ora, a necessidade do silêncio não enodoaria o vernáculo e tampouco os sons encefálicos dos engenhos de ventos. Portanto, abrir às janelas é permitir a possibilidade de continuar o marcapasso do seu quotidiano trabalho. Sem esperar surpresas fora do real e da realidade. Sem esperar conspirações do universo e do pluriverso. Sem esperar da hostilidade, doçura.

Por último, porém não menos relevante, destaco a participação do nosso Amigo Sinantrópico, Wendell Fernandes! O velho Franja, abrilhantou ainda mais esse instante de comunhão literária, com a sua interpretação (perfeita!? kkkk…) e com a sua voz de locutor de FM (que ele acredita ter! kkkkkk…). Mui grato, meu Amigo!

Taurus Caprus Catingueira.

OBS.: Visitem o caderno de anotações eletrônico de Sheyla Azevedo. Segue o endereço: http://bichoesquisito.blogspot.com.br/.