Archive for the ‘Antroplogia’ category

Castaniodo

19 de setembro de 2014

Essa é para os queridos/as Amigos/as que conservam uma nuvem maledicente em seus juízos ou em suas linces, que teimam em não entender ou em não enxergar, as transformações, MAIS QUE SUBSTANCIAIS, em nosso tecido social nesses últimos 12 ANOS. O que me resta (acreditem, é de forma carinhosa) é prescrever o XAROPE CASTANIODO. Quero ver: É TIRO E QUEDA nas varizes e nas hemorroidas encefálicas e oftalmológicas. kkkkkkkkkkkkk…

 

Taurus Caprus Catingueira.

 

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Epistolas Sinantrópicas IV

11 de setembro de 2014

Epístola

 

EPÍSTOLAS SINANTRÓPICAS n. IV

 

Ítalo de Melo Ramalho, 11.ix.2014.

 

O sertão não tem janelas, nem portas. E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa. (Grande Sertão: Veredas. João Guimarães Rosa)

 

REVENDO e com o intuito de refazer, realinhar a ordem dos meus desejos consumeristas, subverto o elenco cinematográfico, antes posto, e readequou às atuais preferências ocasionais e momentâneas, conforme a escassez pecuniária e a ansiedade que assola o profícuo mundo dos sonhos, quase que de forma deletéria, deste teimoso sinantropo. Pois bem! Quando leio, escuto, vejo… ou quando todos os sentidos sensoriais agem em um só átimo e me sinto encantado. E nesse instante acende-me uma curiosidade: socorro-me imediatamente do papel e do lápis e anoto. Quando em vez espero a sazão, pacientemente, para o deleite.

Fiz uma lista, dessas enfadonhas listas de fim de ano, que caracteriza-se mais pelo arroto intelectual, pelo conflito pavonesco entre os semelhantes, do que propriamente pelo sóbrio e fraterno instinto de comunhão. Nessa listagem, que não cheguei a publicar por particular razão, selecionei algumas películas lançadas nos anos de 2013 e 2012. É assim mesmo, em ordem decrescente. Numa delas, deparo-me com essa fustigante frase extraída de um diálogo: “Nada nos torna mais vivo do que ver os outros morrerem.”* Achei maravilhoso e assustador! Não lembro exatamente de qual obra colhi essa simbólica e estarrecedora oração. Porém, prometo ao fim informar-lhes.

As peripécias que envolvem esse fabuloso axioma, permiti redescobrir e, com isso, readequá-lo aos momentos de açoite que mistificam e mitificam o contexto aprisionador ou que margeiam o tormento tão bem pintado pelo vate renascentista dos sertões itálicos. Ultrapassar essas barreiras, desafiar os circulares destinos, fundir-se ao mundo num todo, é típico da humanidade. Nós que habitamos esse ensolarado dorso, sabemos traduzir sentimentos: mesmo encontrando-se sob feitiço, o tambor.

Já falei há algumas semanas sobre a purificação que a morte autentica em nossos mundos (im)permeáveis e (in)sensíveis. Confesso aos Senhores e as Senhoras, que o grandioso campo da psicanálise tem feito morada em meu reduzido juízo experimental, contudo, não disponho em aventurar-me nessa jornada. Ficarei com a semântica. É mais seguro pra vocês! Muito embora não seja para mim. Retornando: que tipo de morte é essa? Bom! Divido, reduzidamente, apenas em duas categorias: 1. A morte biológica, que poderá dar às horas a qualquer momento, afetando a parte que fica; e 2. A morte edificante, que é plural e entrecorta lavouras de distintas semeaduras. As intermitências que percorrem toda curvatura da linha do tempo, é inerente ao cimo dos castelos erigidos. Sejam eles fortalezas ou casas de taipas, sempre o fascínio dos movimentos retos ou sinuosos, exercerá sobre nós a prerrogativa da dúvida. A feliz Sabedoria da dúvida! Meu Deus, que dor de cabeça conceituar essas duas subcategorias de uma mesma categoria nesse insidioso texto. Às rédeas escapolem e temo que o caráter comedido ceda lugar ao histriônico que, silenciosamente, emerge ao seu corpo. Prometo afinar à pena antes que seja tarde.

O que faz sentir-me mais vivo é quando às lágrimas escorrem ladeira abaixo, deslizando por entre os sulcos sem serem represadas e desaguando na boca, no algodão ou no solo. Apreciar àquelas gotículas, que mais parecem um oceano que transborda incontidamente é valer-me de combustível vital para aqui afirmar: não apenas a morte me torna mais vivo, mas a própria vida! E nela está à vida do próximo, que é primordial para que a sensação de vida completa, inteira, sem ranhuras me atinja, me submeta ao demasiado sagrado e também ao demasiado profano. Ademais, citarei a dádiva do nascimento. O nascimento da tragédia no dizer Nietzscheano que é libertário. E nos desabotoados corações similares ao meu, quando sobressai um impulso desmedido que advém do ouvir o choro inaugural de uma criança, descadencia suas antes rítmicas e constantes batidas.

O que faz sentido é: deixar-se vazar apenas de Amor!

Não escrevo com intenção de desencadear um otimismo, não! Estou a léguas de sê-lo! Tampouco sou pessimista. O que me move é a eloqüente força da Esperança!

*Filme: Holy Motors, de Leos Carax.

 

DICAS:

  1. LIVRO: A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior.
  2. CINEMA: Pietá, de Kim Ki-duk.
  3. VÍDEO: Nós que aqui estamos por vós esperamos, de Marcelo Massagão. https://www.youtube.com/watch?v=QaNQR5wU46w.
  4. MÚSICA: CD Renato Braz, de Renato Braz.

 

O Estatuto da Igualdade Racial

28 de julho de 2010

Sancionado pelo Presidente da República Federativa do Brasil, o Senhor Luís Inácio Lula da Silva, o compêndio jurídico, que representa em seu conceitual corpo normativo um significativo passo para uma democratização de direito e, mais adiante para uma democratização de fato. O Estatuto da Igualdade Racial, pos em pauta um tema extremamente assustador àquelas que contemplaram por longínquo período em nossa sociedade racista e separatista, o agasalhador conforto do Estado e da sua soberania proselitista. Para melhor compreensão, leiam este artigo do excelente jornalista Beto Almeida. Uma luz no escuro mundo midiático.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16819&boletim_id=736&componente_id=12292